Meu coração queima por um mundo cada vez mais dividido, doente e egoísta. Você já reparou como muitas pessoas têm dificuldades para governar suas próprias vidas e fazer sentido do que acontece à volta delas? Quando não estão paralisadas, ou estão focadas em criticar a vida dos outros ou em buscar distrações momentâneas para mascarar suas dores e ansiedades. A internet, por exemplo, pode ser uma excelente ferramenta para o desenvolvimento do ser humano, mas na maioria das vezes (sendo bem sincera aqui), não temos domínio próprio na utilização da mesma. Caímos num buraco de fuga, que parece ser mais confortável e natural do que ter de enfrentar a realidade do cotidiano com intencionalidade e consciência. O virtual tem se tornado cada dia mais a fonte “ideal” de inspiração e comunidade, pois quando estamos em meio a grupos familiares, de igreja e do trabalho, entramos em conflito e acabamos sendo mal compreendidos. Como chegamos até aqui?
Confesso que não tenho resposta para essa pergunta, contudo sei por experiência própria, que permanecer num estado de sobrevivência e negação dos fatos, não é o que você e eu precisamos. Enquanto lutamos para dar conta de todas as responsabilidades, desafios e sofrimentos, estamos nos esquecendo de ser a transformação que tantas vezes esperamos dos outros.

Se você pensa como eu, deve concordar que apenas uma vida e caráter transformados podem produzir frutos legítimos nesta terra. Frutos que ecoarão na eternidade. Por isso, nossa natureza egoísta e vitimista precisa de ajuda. Em 1 João 4:16 diz: “Portanto, dessa forma conhecemos o amor que Deus tem por nós e confiamos plenamente nesse amor. Deus é amor, e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus nele”. Esta semana, quando li esse trecho, pensei sobre a palavra “permanecer” e seu significado. De acordo com o dicionário português, essa palavra diz respeito a ficar ou persistir em algo. Logo, podemos entender que permanecer em Deus significa persistir em viver uma vida no amor ágape. Quem não vive dessa forma é inconstante e controlado pelas circunstâncias ao seu redor. Nosso alvo deve ser andar sempre nesse amor, através de atitudes e ações genuínas, pois, independentemente das dificuldades, vamos produzir frutos que permanecerão.
Nos dias de hoje, penso que o melhor caminho é ir na contramão da cultura e das expectativas estabelecidas. Meu encorajamento aqui é, para que todos nós que seguimos a Jesus possamos ter uma atitude de arrependimento e voltemos a caminhar no amor verdadeiro e transformador como estilo de vida. O que realmente importa nesta vida é o quanto aprendemos a amar. Que façamos assim enquanto há tempo!