O melhor dos “MUNDOS”

Minha família está próxima a completar 10 meses de mudança para Portugal. Quando iniciei o blog, ainda morávamos na Califórnia, mas já estávamos no processo de tirar o visto de residência para as terras lusitanas.

Pra quem não conhece nossa história, nós já moramos no Brasil, Estados Unidos e agora Europa. Nesses 22 anos casada com um norte-americano, conhecemos e convivemos com muitas culturas diferentes, principalmente por causa das nossas viagens missionárias. Isso fez com que nossa cosmovisão se ampliasse, possibilitando-nos um novo olhar em relação ao que realmente importa nessa vida. 

Hoje, morando em um terceiro país, temos visto na prática como essa questão é importante para a nossa sobrevivência. Falo isso porque o lifestyle do europeu é diferente do brasileiro e americano.  Pra nós, os ajustes têm sido lentos e contínuos, e por vezes frustrantes. Não por causa dos portugueses, mas porque viemos pra cá ancorados em um conjunto de crenças e costumes pessoais sobre os quais criamos expectativas.  Sendo assim, temos desenvolvido o seguinte lema: aquilo que podemos manter entre nossa família, nos fazemos; e aquilo que envolve outras pessoas, seguimos o fluxo natural deles. Não dá pra querer impor o seu jeito de fazer e resolver as coisas. Ou você se abre para aprender com o novo, ou vai sofrer. 

Graças a Deus, a despeito das diferenças, nossas experiências tem nos ensinado a aproveitar e desfrutar do melhor de cada lugar. Os gringos tem uma expressão que eu gosto muito, que diz: “Have the best of both worlds”. Isso significa ter o melhor de dois mundos, ou o melhor de duas coisas. Eu sempre expliquei isso em casa de forma literal. Não tem como mudar de contexto, e ainda desejar viver no anterior. Toda nova situação pode ser intimidante, mas só vai fluir se nossa capacidade de adaptação não estiver atrelada à comparações desnecessárias. Quando estamos no Brasil, curtimos o melhor do país, quando estamos nos EUA, curtimos o melhor de lá. E agora usufruímos do melhor de Portugal. Todos esses “mundos” vão ter coisas boas e outras, nem tanto, mas vai depender de nós, vivê-las ou não.

Em suma, para nós as mudanças geográficas tem sido um desafio. Pra você, talvez sejam outros tipos de mudanças, mas que no final também requerem um novo olhar. Exercite evitar as comparações negativas – pois não te levarão para um bom lugar no seu coração e mente – e  permita-se aproveitar o melhor dos seus “mundos”.  Com certeza seus resultados serão além do você imagina!

Publicado por katidawson

Esposa de David, mãe da Emily, Gabriel e Laura. Falo sobre lifestyle e desafios de um casamento transcultural e uma família internacional.

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